Relatório global aponta Unicamp, UFRJ e Unesp no topo do cenário nacional; curso de Medicina da USP figura entre os 50 melhores do mundo
A USP manteve a liderança entre as universidades brasileiras no QS World University Ranking 2027, acompanhada por Unicamp, UFRJ e Unesp. Veja a classificação.
A Universidade de São Paulo (USP) consolidou-se novamente como a instituição de ensino superior mais bem classificada do Brasil no QS World University Rankings 2027, divulgado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). Na classificação global, a USP ocupa a 133ª colocação geral, o que a posiciona em um patamar de desempenho superior ao de 91,2% das 1.504 instituições de 106 países listadas no relatório. Ao todo, a organização analisou dados de cerca de 9 mil universidades globalmente para a elaboração do indicador.
Embora a USP lidere o cenário nacional, o Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da instituição apontou que houve uma oscilação com queda na posição geral em relação ao ciclo anterior. O comportamento segue uma tendência observada de forma ampla em outras universidades da América Latina, decorrente de atualizações metodológicas e do ingresso de novas instituições competitivas no cenário global. No recorte latino-americano, a USP ocupa a terceira colocação geral, atrás da Universidade de Buenos Aires (UBA), na 84ª posição, e da Pontifícia Universidade Católica do Chile, na 119ª colocação.
Desempenho das Universidades Brasileiras e o Top 10 Mundial
O Brasil conta com 22 universidades classificadas na edição de 2027 do ranking da consultoria britânica. No topo do cenário nacional, a liderança permanece com as instituições estaduais paulistas e com as principais federais do país. Atrás da USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) posiciona-se como a segunda melhor do país, na 277ª colocação global, seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 367º lugar, e pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), na 513ª posição.
Abaixo, a tabela apresenta a estrutura de liderança global do ranking ao lado das principais representantes brasileiras avaliadas no indicador de 2027:
| Posição Global | Instituição | País de Origem |
| 1º | Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) | Estados Unidos |
| 2º | Imperial College London | Reino Unido |
| 2º | Universidade Stanford (empate) | Estados Unidos |
| 4º | Universidade de Oxford | Reino Unido |
| 5º | Universidade Harvard | Estados Unidos |
| 6º | Universidade Cambridge | Reino Unido |
| 7º | Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) | Estados Unidos |
| 8º | Instituto Federal de Tecnologia da Suíça (ETH Zurich) | Suíça |
| 8º | Universidade College London (empate) | Reino Unido |
| 10º | Universidade Nacional de Singapura (NUS) | Singapura |
| 133º | Universidade de São Paulo (USP) | Brasil |
| 277º | Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) | Brasil |
| 367º | Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) | Brasil |
| 513º | Universidade Estadual Paulista (Unesp) | Brasil |
O Ranking Técnico das Instituições do Brasil no Indicador QS
A presença do país no relatório restringe-se a um grupo seleto de 22 instituições que atingiram as metas mínimas nos critérios da consultoria britânica. O ordenamento nacional estabelece uma clara concentração de excelência acadêmica nas regiões Sudeste e Sul, evidenciando o peso institucional do tripé estadual paulista (USP, Unicamp e Unesp) e das universidades federais de grande porte.
Abaixo, apresenta-se o ordenamento das principais forças universitárias brasileiras com base em seus respectivos posicionamentos oficiais no painel global:
- Universidade de São Paulo (USP) – 133ª colocação global
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 277ª colocação global
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 367ª colocação global
- Universidade Estadual Paulista (Unesp) – 513ª colocação global
Os resultados são utilizados pelas reitorias como ferramentas de monitoramento e gestão interna, servindo para subsidiar as políticas institucionais de fomento à pesquisa científica, atração de investimentos estrangeiros e ampliação dos programas de internacionalização da graduação e pós-graduação.
Metodologia de Avaliação e Indicadores de Destaque da USP
O relatório estruturado pela Quacquarelli Symonds baseia-se na análise de artigos acadêmicos, índices de citações científicas e em auditorias de opinião realizadas com docentes e empregadores globalmente. As instituições são monitoradas por meio de nove eixos metodológicos fixos: reputação acadêmica, reputação entre empregadores, proporção de professor por estudante, citações científicas por docente, número de estudantes estrangeiros, corpo docente internacional, sustentabilidade, empregabilidade e rede internacional de pesquisa.
Em quatro desses eixos, a USP conseguiu obter pontuação suficiente para figurar no grupo das 100 melhores instituições do mundo de forma isolada:
- Reputação Acadêmica: 39ª posição global.
- Impacto de Egressos (Empregabilidade): 50ª posição global.
- Rede Internacional de Pesquisa: 58ª posição global.
- Sustentabilidade: 91ª posição global.
Resultados por Áreas Específicas: Destaque em Medicina e Engenharias
Além do ranking de caráter geral, a análise por áreas específicas (QS World University Ranking by Subject) aponta que a USP possui representação entre os principais centros de ensino do mundo em 51 das 55 carreiras avaliadas pela consultoria.
A instituição registrou 11 cursos de graduação e pós-graduação inseridos estritamente no grupo dos 50 melhores do planeta. O principal destaque encontra-se na carreira de História da Arte, que ocupa a 12ª colocação mundial, seguida de perto por Odontologia (15ª), Engenharia de Minas (24ª), Antropologia (25ª) e Biblioteconomia & Gestão de Informação (28ª).
Na área de ciências tecnológicas e da saúde, o curso de Engenharia de Petróleo posicionou-se na 29ª colocação, Agricultura e Silvicultura na 32ª, enquanto as graduações de Medicina e de Farmácia e Farmacologia ocupam o 43º lugar mundial. Completam a lista de excelência o curso de Arquitetura (48ª) e a carreira de Sociologia (50ª).
Na subdivisão por grandes blocos do conhecimento, a USP manteve-se inserida no grupo das 100 melhores em todas as cinco macroáreas avaliadas pelo comitê britânico: Ciências da Vida e Medicina (49ª), Ciência Social e Administração (64ª), Artes e Humanidades (69ª), Engenharia e Tecnologia (74ª) e Ciências Naturais (75ª).